Era uma noite comum, mas o destino já tinha preparado tudo. Balada cheia, música alta, cada um com seus amigos… e, no meio de tanta gente, a gente se encontrou. Eu (Alê) de um lado, a Bia do outro, acompanhada da Milena, que naquele momento ainda não sabia, mas já estava cumprindo um papel importantíssimo na nossa história. Em meio à multidão, nossos olhares se cruzaram. Resolvi arriscar e mandei uma piscada, daquelas bem confiantes. Para minha surpresa, ela piscou de volta. Na minha cabeça, aquilo já era praticamente um “agora vai”. Na prática… eu ainda teria que trabalhar um pouco mais. Não pensei duas vezes e fui falar com ela. Cheguei já no modo camisa 9, pronto pra resolver, e tentei um beijo logo de cara. Resultado? Tomei um belo “não é assim não”. Ali eu entendi que o jogo não seria tão fácil quanto parecia. A gente começou a conversar, mas confesso que eu estava mais tentando convencê-la do que qualquer outra coisa. E ela, claro, mantendo a postura, sem facilitar muito. Enquanto isso, a Milena assistia tudo de perto, provavelmente já se divertindo com a situação… e, aos poucos, começando a dar aquela ajudinha estratégica. Em um certo momento, fui pedir o telefone da Bia… e aí veio o plot twist: meu celular estava descarregado. Sim, exatamente naquela hora. Sem saída, pedi para ela anotar o meu número. Não foi simples, teve resistência, teve dúvida… mas com uma leve insistência e o apoio fundamental da Milena, missão cumprida: contato salvo. Nos despedimos e segui a noite, afinal ainda estava ali curtindo o aniversário de um amigo. Mas confesso que saí com aquela sensação de “podia ter sido melhor”. Só que o destino resolveu dar mais uma chance. Horas depois, nos encontramos novamente, agora em outro ambiente, com sertanejo tocando. E aí eu pensei: “agora vai ser na calma”. Chamei a Milena pra dançar, mas já com um plano bem claro. E deu certo. Pouco depois, eu e a Bia já estávamos dançando juntos. Mais algumas tentativas, mais algumas conversas… até que finalmente aconteceu o primeiro beijo. Sim, aquele que lá no começo eu tentei antecipar e claramente não era o momento. No fim, ela estava certa. E foi assim que tudo começou. Entre uma piscada, um fora merecido, um celular descarregado, uma ajudinha essencial da Milena e uma insistência que, dessa vez, valeu a pena. O que era só uma noite comum virou o início da nossa história. E desde então… seguimos juntos, com a certeza de que aquele encontro não foi por acaso.